17 janeiro 2013

Adolf Hitler ― Um Caso Psiquiátrico




A “Revista de Psiquiatria Clínica” de n° 33 (São Paulo 2006) ― órgão oficial do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP ― traz o histórico de um boletim produzido pelo médico-psiquiatra, Dr. Edmund Forster, que tratou de militares da alta patente durante a primeira guerra e o começo da segunda guerra mundial. O artigo cita Gerhard Kopf, professor da Clínica Psiquiátrica da Universidade de Ludwigs-Maximillian de Munique ― Alemanha como convidado na elaboração do trabalho, que tem por título, A Cegueira Histérica de Adolf Hitler’.

A revista se prende ao caso específico da saúde mental de Hitler. Trago à tona alguns trechos relevantes da publicação, que o leitor(a) pode conferir na íntegra,clicando aqui.

“Só em 1933, quando Hitler assume o poder na Alemanha nazista, é que Forster passa sigilosamente os dados do seu prontuário a escritores exilados em Paris. O escritor Ernst Weiss, também médico, usando as informações de Forster sobre o Fuhrer, publica seu romance: “Testemunha Ocular”, que só foi publicado em 1963. Forster, comete suicídio em 1933, depois de uma campanha de denúncias difamantes. Weiss se suicida em 1940, quando tropas alemãs invadem Paris”.

“Parte da história ocorre em Ypern ― uma região montanhosa da Bélgica. Em outubro de 1918, durante um ataque inglês ao sul de Werwik, o cabo Adolf Hitler, mensageiro do 16° Regimento Bávaro de Infantaria, ficou temporariamente cego em conseqüência de um ferimento provocado por uma granada de gás mostarda (versão oficial)”.

“Na primeira guerra mundial, foram registrados vários casos da chamada cegueira histérica, de origem psicossomática. Essa cegueira era considerada uma variação das diversas histerias de guerra, que se manifestavam devido à sobrecarga emocional no front, principalmente nas situações de combate homem-a-homem. Obviamente, a cegueira resultante de uma lesão física real, provocada, por exemplo, por uma granada de gás era muito mais comum (Trapp, 1968)”.

“Depois de alguns dias de internação em Oudenaarde e Gent, Adolf Hitler foi transferido para enfermaria psiquiátrica IV do Hospital de Reserva da Prússia, Pasewalk, perto de Stettin. Hitler, que ainda se encontrava cego no dia 10 de novembro, sabia que a guerra estava perdida para a Alemanha. Porém, apenas três dias depois, foi declarado totalmente apto para o combate, sendo enviado para a tropa de reserva em Munique”.

“Depois do final da primeira guerra, Hitler decidiu entrar na política. Nunca mais se falou no médico que o tratou, nem no método de tratamento. Nunca se escutou uma palavra sequer sobre os acontecimentos em Pasewalk. Hitler nunca mais se queixou de distúrbios visuais e não retornou a nenhum médico para dar continuidade ao tratamento. No dia 31 de março de 1920, em seu relatório de guerra, o próprio Hitler atesta que ele não reivindica nenhuma indenização por ferimentos de guerra”.

É de Ernst Weiss esse trecho do seu livro, “Testemunha Ocular” (1968): Alertaram-me que Hitler era uma pessoa fanática, querelante que sempre perturbava, agitava e comandava, e contra o qual seria necessário tomarmos medidas disciplinares severas. (Weiss, 1966: 133p)

FONTE:
Revista de Psiquiatria Clínica – Vol. 33 – N° 4. São Paulo (2006).

Site da Imagem: devastacao.wordpress.com

8 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

É só assistir a um dos discursos do Fuhrer para ver que ele não batia bem das ideias...

Levi Bronzeado disse...

Edu

Ao ler a história da cegueira psicossomática(ou histérica) de Hitler, lembrei-me de que algumas semanas atrás, em um dos comentários sobre o artigo –“A Psicologia da Conversão de Saulo de Tarso” (no Ensaios & Prosas) − aventamos a hipótese de publicar na Logos& Mithos uma postagem de cunho científico sobre a “Cegueira Psicológica de Paulo” que lhe ocorreu no percurso da estrada de Damasco.

Até você pediu para consultar a pastora Guiomar, antes da publicação. Lembra-se?

Tem alguma coisa a ver? (rsrs)

Edson Moura dos Santos disse...

Não acho que o Führer sofresse de algum distúrbio psicológico, na verdade, acredito que ele foi apenas pragmático ao usar de uma suposta histeria coletica para se ausentar do front.

Hitler foi tudo, mas não foi burro. Soube exatamente usar os limões que lhe atiraram para manipular a massa. seja por uma suposta cegueira, seja por uma prisão. Hitler em minha opinião fez com que as pessoas que o observavam, o vissem como um mártire. Coisa que fez muito bem com a ajuda importantíssima de seu "cabo eleitoral" Joseph Goebbels.

Eduardo Medeiros disse...

Sim, Levi, vamos ver se achamos alguns pontos em comum...rs

De fato Hitler não era burro. Comecei a ler um livro interessante (a biblioteca de Hitler) que traz uma análise das obras que ele leu e que de certo, lhe influenciaram.

Mas sei não, aquele olhar....aquela bigodinho...aqueles gestos afetados...aquela cara tinha um psicológico meio alterado. Talvez pelo excesso de esoterismo no qual ele bebia.

Levi Bronzeado disse...

Edson e Edu

Acho que os banqueiros judeus foram mais inteligentes que Hitler (rsrs)
Não há na História nenhum relato de que Hitler perseguiu os banqueiros judeus da dinastia dos Rothschilds que dominavam o mundo dos negócios e ganhavam tanto financiando a Alemanha, como as outras potências: EUA, Inglaterra, França e Rússia.

E aí fica uma pergunta no ar:

Por que Hitler não mexeu com os banqueiros judeus da dinastia dos Rothschild, permitindo que em 1944, quatro anos depois da invasão da França, eles voltassem com toda força a financiar os Aliados, que desembarcaram na Normandia (França), para arrasar as tropas nazistas de ocupação?

É sabido que as tropas aliadas nessa invasão, que provocou a derrocada do Fuhrer, a primeira coisa que fizeram, sob ordens superiores, foi recuperar toda a fortuna dos Rothschild.

Interessante é que toneladas de obras valiosíssimas de arte pilhadas por Goering sob as ordens de Hitler, estavam primorosamente encaixotadas com o rótulo “Intocável”.

No final de tudo, a riqueza da poderosíssima dinastia dos judeus Rothschild, em 1946, foi reavaliada, tendo o capital dos banqueiros dessa família, que era de 50 milhões de francos ( antes da guerra) subido para 250 milhões de francos. Tanto na primeira guerra quanto na segunda guerra mundial, os vencedores foram os Rothschild.

Depois das duas guerras mundiais, os Rothschild continuaram a dominar o mundo dos negócios, como nunca tinham feito antes. Em 1964, vinte anos depois da guerra, os Rothschild, além dos bancos, eram donos das 116 maiores empresas do mundo, avaliadas na época, em 20 bilhões de francos.

Os judeus banqueiros judeus dessa dinastia, tanto em épocas de paz, como em época de guerra, sabiam que eram insuperáveis na arte de manipular o dinheiro nas bolsas de valores criadas e dirigidas por eles. (rsrs)

Eduardo Medeiros disse...

Levi, sobre sua pergunta

"Por que Hitler não mexeu com os banqueiros judeus da dinastia dos Rothschild" , eu pergunto: por que, mestre, por que...?? rss

Levi Bronzeado disse...

EDU

Parece-me que Hitler, tinha duas “almas” (rsrs). Uma delas seria a “alma judia” em seu inconsciente. O fenômeno que Freud descreveu como projeção, estava presente no Fuhrer.

Ele lutava contra si mesmo, quando exterminava os párias judeus.
Quanto aos judeus ricos, da elite dos barãos, ele não mexeria nunca, pois seria matar a galinha dos ovos de ouro.

Tanto é que “em junho de 1933, por exemplo, aprovou um investimento de larga escala de 14,5 milhões de Marcos na firma de propriedade de judeus Hertie, uma cadeia de lojas de departamento de Berlim. Este “bail out” foi feito para prevenir a ruína dos fornecedores, financiadores, e, acima de tudo, dos 14.000 empregados da grande firma”. [D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (1980)]

Edson Moura dos Santos disse...

Concorso com o Levi quanto a "Alma Judia" do Führer. É sabido também que a característica que mais denunciava Hitler como Judeu era o fato de nunca ter pago impostos. Recentemente foi feito um levantamento onde os livros de anotações do governo alemão denunciam o Mão de vaca Judeu. Um pouco tarde presumo eu! rsss