04 maio 2009

DAS TREVAS PARA A ESCRAVIDÃO ECLESIÁSTICA




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Dessa vez ele não resistiu. Disse para si mesmo: “hoje eu saio dessa prisão”.

O cárcere do sentir-se culpado e amedrontado por tudo o que tinha praticado desde a sua mocidade constituía-se em sua maior e tormentosa treva. Na sua imaginação, o que o mantinha ainda vivo, eram as penitências que realizava para expiar uma culpa, que a cada dia aumentava mais, tal qual uma bola de neve.

Tinha ouvido por diversas vezes, através do rádio, em praças públicas, nas feiras, nos templos, os pastores falarem: “Deus é amor, Ele já fez tudo por você”. “Ele carregou todas as tuas culpas na cruz do calvário” “Se aceitá-Lo você estará liberto do fardo da culpa”.

Continuava sem entender como expiar tantas culpas que carregava consigo, sem dar em troca algo de si a Deus.

Procurou uma igreja para se congregar.

─ Enfim ─ disse ele ─, irei provar dessa libertação que não está associada a nenhuma sorte de sacrifício.

Por cinco anos conseguira muitas amizades e um bom relacionamento no meio religioso em que sem muitos problemas foi inserido. Galgara alguns postos na hierarquia da igreja. Vivia um trabalho tão intenso que raramente tinha tempo para fazer uma reflexão, ou uma retrospectiva sobre toda a transformação que vinha vivenciando.

Apreciava sempre em seus sermões, historiar como tinha sido a sua conversão:

─ Logo na primeira semana de crente ─ dizia enfronhadamente ─, tinha feito as suas maiores renúncias: jogado fora o cigarro, o baralho, deixado de beber e farrear até altas horas da noite.
Decorridos dez anos de atividade eclesiástica, ele tinha se acostumado a uma frenética rotina, que denominava de “divina”. Não perdia um culto. Sentia-se como se estivesse sendo cobrado por Deus quando por algum motivo perdia as reuniões na sua igreja. Foi por esse tempo que começou a se dedicar ao exercício da meditação em suas madrugadas insones.

Certa vez, em uma de suas profundas reflexões, chegara até pensar que não era um convertido, isto é, que não tinha nascido de novo. Mas, nessas ocasiões em que a dúvida sorrateiramente assomava a sua alma, algo em si dizia: “Se deixaste de fumar, de beber é porque és um crente”. Ele então se acalmava.

Na verdade, em suas horas de desvelamento, ele já vinha vislumbrando que algo não estava batendo com o verdadeiro evangelho de Cristo.

Primeiro ele notou que a igreja estava com dois tipos de pregações: para “os de fora”, ela tinha um espécie de sermão evangelístico tipo “Deus te ama”, “Deus te aceita do jeito que estás”. Para “os de dentro”, os sermões eram quase sempre ameaças doutrinárias, tipo: “Cuidado irmão! Deus é fogo consumidor”; eram ordens e mais ordens: “não faça assim, Deus pode requerer”.

Foi então por esse tempo, que ele descobrira a razão de sua tão alta ansiedade. Vivia se mortificando, se sacrificando cada vez mais, à medida que se achava culpado por não ter alcançado aquela virtude que ainda lhe faltava. Chegava a orar por horas seguidas, intercaladas por dois ou três dias de jejum durante a semana.

Na sua visão atrofiada pela neurose eclesiástica, agora, ele não via só dez mandamentos, via mais de trinta, requerendo dele mais esforço, mais empenho, mais desprendimento. Ele ainda não acordara para entender que aquilo que pensava que era amor, na verdade, era apenas uma artificialidade com seu rol de aspectos exteriores. Aquela preocupação doentia em produzir para Deus, não passava de outro tipo de escravidão.

Para completar o quadro, ele começou a sentir medo, medo de errar, medo de tomar decisões erradas. Algumas vezes, o que surgia em sua imaginação o deixava ainda mais culpado e tenso. Perguntava constantemente para si mesmo: “Crente pode isso?” “É pecado tal coisa?”. Começou a se cobrar mais. Era tão intensa a sua vida espiritual, que já não tinha nem mais tempo para o lazer com sua esposa e filhos. Achava-se tão culpado que sentia como se a ira de Deus estivesse pesando sobre sua cabeça. Quanto mais ouvia sermões de admoestações, mais longe ficava da imagem perfeita de Deus. Por não poupar os seus erros, o sentimento de culpa ia lhe sufocando mais, a cada dia que passava. O ritual, mesmo que meticulosamente por ele executado, não era suficiente para trazer paz a sua consciência embotada pela necessidade premente de práticas expiatórias.

Ele agora se via naquela figura temerosa de criança, recebendo ordens severas do pai. Sua vida de crente parecia mais a de uma criança adotada e insegura.

Talvez, um dia, quem sabe, ele viesse a ter consciência de que as suas práticas religiosas, não passavam de uma penitência inútil pelos erros cometidos em sua vida pregressa. Um dia, talvez, ele pudesse despertar da letargia religiosa que o prendera em uma outra prisão que, tal qual a de antes o tinha condenado a viver de sacrifício em sacrifício, tentando apagar uma culpa, que só Cristo como verdadeiro amigo e irmão poderia redimir.

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8 : 36)



Ensaio por Levi B. Santos
Guarabira, 05 de maio de 2009

20 comentários:

Teóphilo disse...

Me preocupo muio com esse tipo de pessoas... temo que um dia percebam que essa submissão temerosa não passa de uma forma de tentar justificar a salvação pelas obras... assim como os católicos e os espíritas pensam.
Que verdade é essa que não liberta?
Gostaria de poder alertar esse tipo de pessoas antes que seja tarde demais e eles se encontrem na situação descrita em Mateus 7:21 em diante...
Que o Senhor Deus nos fortaleça para perseverar nessa batalha ainda por mais um tempo!

www.pulpitocristao.com disse...

Levi,

Dessa vez você conseguiu arrancar lágrimas os meus olhos. Essa é a história da minha vida. A história de um ministro querendo ganhar o mundo e perdedo a própria alma; falando de uma graça ainda desconhecida.

Dou graças a Deus, pois ele me libertou. Continuo escravo: um doulos de Cristo, mas sou um escravo de orelha furada, que se sujeita ao senhorpor amor, e reconhecer que não existe no mundo um Amo melhor.

Abraço fraterno (ainda com lágrimas nos olhos);

Leonardo.

Daniel Grubba disse...

Cara,
Demais este texto. Resumo com exatidão o que vivi durante anos seguidos.
Obrigado por abrir os olhos de muitos que conhecem a graça apenas de ouvir falar.

Deus lhe abençoe,
Daniel Grubba

Cristiano Santana disse...

No último fim de semana assisti a um filme intitulado "SIM SENHOR", estrelado por Jim Carrey. Ele conta a vida de um homem mal-humorado que vivia dizendo não para todos.

Um dia ele foi a uma palestra na qual ouvia o orador dizer: "diga sim para vida, diga sim para as oportunidades, diga sim para as pessoas"

Ele saiu da reunião entusiasmadíssimo, e então passou a dizer "sim" para tudo e para todos. Um medigo lhe pediu uma carona: ele disse "sim"; depois pediu para usar seu celular: ele disse sim; depois pediu todo o seu dinheiro: ele disse sim. Uma senhora idosa, na faixa dos 80 anos, quis fazer sexo com ele. Pasmem: ele disse sim.

Resumindo o filme, no final Carl (personagem de Jim Carrey), percebe que realmente, em algumas circuntâncias da vida é necessário e imperativo dizer "não". O palestrante que se envolveu em uma acidente de carro com ele tentou justificar a sua filosofia barata do "sim" dizendo que só tentou injetar na vida de Carl uma atitude mais positiva para com a vida.

O filme termina de forma muito engraçada. Carl volta ao salão onde ouviu a palestra e pede a roupa de todos que estavam presentes. Resultado: todos entregaram as suas roupas. Quando o guru do "sim" subiu ao palco para falar, todos do platéia estavam completamente nús, dizendo "SIM SENHOR". Carl pegou as suas roupas e doou aos pobres.

Esse filme fez-me lembrar a situação de muitos crentes, atualmente, principalmente dos obreiros, que são condicionados por suas lideranças a sempre dizer "sim". O slogan ensinado a Carl no filme foi "SIM SENHOR" e é exatamente isso que fazemos na igreja. A ordem é dada e, sempre, a única opção que temos é dizer: "SIM SENHOR".

Somos ensinados a nunca redarguir, a nunca contestar. Às vezes dou certa razão a Nieztche que vociferou contra a chamada "moral do rebanho" do Cristianismo. Ele comparou os crentes a um gado manso que aceita a todas as imposições de forma absolutamente passiva. Não raciocinam, não têm espírito crítico, não pensam. Nos tornamos um autômato como aquele do filme "O Homem Bicentenário", estrelado por Robin Willians que somente dizia: "isto fica feliz por ser útil".

Muitos cristãos tem experimentado uma terrível anulação de si mesmos; nem se reconhecem mais. Quando eu me converti e entrei para a igreja, senti-me como Alice no país das maravilhas; flutuava, dizendo que a igreja era o melhor lugar do mundo. Que decepção tive depois!

Muitos cristãos estão como as pessoas nuas do referido filme. Eles tiraram tudo delas: o direito de dizer "não", suas personalidades, suas opiniões, a espontaneidade; tiraram até mesmo suas liberdades. Pensaram ter saído da escravidão para a liberdade, mas acabaram dando-se conta de que só trocaram uma escravidão pela outra.

Lutemos pelo nosso direito de dizer "não".

Rodrigo Melo disse...

Levi,

Parabéns pelo texto... muito realista.

Histórias que, tirando alguns detalhes e colocando outros, pode se dizer que são minhas.

Hoje, mas do que antes, agradeço a Deus por ouvir Sua voz através desse blog.

A Paz!

Levi Bronzeado disse...

Meu Caro Teóphilo

Agradeço o seu comentário. Realmente, a “submissão temerosa” plantada e regada leva a atrofia da alma, que é a pior escravidão.

Saudações fraternais,

Levi B. Santos





Caro amigo e irmão de “história” Leonardo


Como é bom sentir que não estou só. Cortei na minha própria carne, ao revelar da minha intimidade com Deus, através de um resumo de meus longos anos de vida (já tenho 62 anos). Nasci num lar cristão, muita coisa vivenciei que não era nada de evangelho. Mas Deus quis, através daquele terreno frio e inóspito do meu lar, fazer nascer a esperança, que é a única a me manter de pé, apesar de, em certos momentos de minha vida titubear, tentando, inutilmente, por meus próprios métodos, racionais que são, adquirir a Paz em sua completude. É quando estou nesse impasse, que me vem de um modo singular, uma voz suave e Divina dizendo “A MINHA GRAÇA TE BASTA”.

Nunca em minha vida me senti tão gratificado, ao ler os comentários de meus irmãos e amigos blogueiros, afirmando que a história que escrevi também é a deles.

Caro Leo, assim como ocorreu com você, ao término desse simples e sincero comentário, fiquei de olhos marejados.

Abçs, do seu irmão de fé e de história,

Levi B. Santos

Levi Bronzeado disse...

Prezado irmão Cristiano

“Pensaram ter saído da escravidão para a liberdade, mas acabaram dando-se conta de que só trocaram uma escravidão pela outra.”
Este final do texto postado por você, corroborou e fez a síntese de tudo que o espírito me inspirou a escrever nesse ensaio.

Agradeço de coração o seu enriquecedor comentário.

Levi B. Santos




Prezado Rodrigo Melo


Cara! Somos irmãos de história. Que bom!

O ensaio foi escrito na terceira pessoa do singular ─, mais na verdade deveria ter sido escrito na primeira pessoa do plural. Kkkkkkkkkkk

Graça e Paz,

Levi B. Santos

Levi Bronzeado disse...

Prezado Daniel Grubba


Repito o que disse ao Rodrigo Melo:

Somos irmãos de fé e de história.
O que me resta fazer, senão abraçá-lo fraternalmente.

Levi B. Santos

Eliézer disse...

Caro Levi:

Seu texto é a história de muitos que hoje procuram viver o Reino de Deus nos seus corações e não nas catedrais e nos luxuosos salões. É sua historia e a minha também !

Eia ! Vamos em frente denunciando os enganos da religião, sempre permeados pela graça e pelo amor de Cristo !

Tomei a liberdade de incluir seu texto em meu blog, com o devido crédito e link. Caso tenha objeções, por favor me avise que na mesma hora o retiro do ar.

Paz !

Levi Bronzeado disse...

Prezado Eliezer

Fique a vontade para republicar as minhas postagens em seu blog, colocando sempre o link do "Ensaios & Prosa".

Não tenho dúvida de que a renovação do nosso entendimento,é a mola propulsora do nosso crescimento espiritual, principalmente, quando resolvemos contar com transparência a nossa história de tantos pontos em comum.

Graça e Paz,

Levi B. Santos

André Pereira disse...

A PAZ IRMÃO AMADO EM CRISTO
ESTOU PASSANDO AQUI PRA TE DESEJAR UMA SEMANDA CHEIA DA GRAÇA DE DEUS.LOGO QUANDO VC COMEÇOU O BLOGGER NA UBE EU SEMPRE TE ACOMPANHAVA, MAIS LOGO O GRUPO SE ACABOU ENFIM PERDI SEU CONTATO,MAIS AGORA JA ESTAREI DE ADD AOS MEUS FAVORITOS AMADO, MUITO BOA SUAS POSTAGENS

Jailson Freire disse...

Caríssimo Levi...
São muitos os enfermos da alma por conta de um deus que, obviamente, não é o nosso Deus, mas que é pregado em nossos arraiais como se o fosse. Fico triste ao saber que existem pessoas que até mesmo acabaram com suas próprias vidas por não suportarem a convivência com sua condição de humanos pecadores e que por estarem frustrados com sua incompetência em não alcançar a "estatura do varão perfeito" que a meu ver é um delírio eclesiástico e teológico, pois não há com sermos perfeitos enquanto não nos "revestirmos" da "nova" roupa, (leia-se como nova roupa: morrer para viver num “corpo incorruptível”.) que com certeza não é seguir todas as normas e regras estabelecidas através dos que nem mesmo conseguem movê-las com seus dedos.

Também vivi entre a lucidez e insanidade. Também fui manipulável um dia. Também já dependi psicologicamente e emocionalmente de terceiros para que minha vida pudesse ter algum sentido, até que deixei de ser evangélico crente para ser um crente evangélico.
Obrigado por tamanha profundidade desta reflexão.
Deus te abençoe!

PS: Obrigado por cada palavra de carinho deixadas nos comentários de meu blog.
Jailson Freire
CRÔNICAS DE UM OBSERVADOR
http://www.cronicasdeumobservador.blogspot.com/

Yehudith Zeituni disse...

Caro amigo Levi,
Passei dois dias sem entrar na net e por isso não havia lido ainda essa belíssima postagem. Essa infelizmente é a realidade de muita gente. Também um dia foi a minha. Nascida e criada num lar evangélico, filha de Pastor, (e creio que por isso muito mais vítima de cobranças), sempre questionei o porque do amor de D-us ser tão exigente. Depois que comecei estudar a Palavra, constatei que a maioria das exigencias atribuídas a D-us, eram frutos de doutrinas criadas por homens. Não foi fácil convenser o meu pai dessa verdade. Aliás, acho que nunca o convenci, mas consegui fazer com que ele entendesse minhas mudanças, e as aceitasse sem cobranças.
Obrigada Levi por escrever sobre isto. Oxalá os milhares de pessoas que vivem a" escravidão eclesiástica", ouvissem esse grito de alerta...
Mais uma vez voce está de parabéns, que D-us o abençoe cada vez mais para continuar sendo uma voz (e que não esteja clamando num deserto).

Shalom! Shalom!

Yehudith.

Teóphilo disse...

Amado irmão Levi!

Acho que a você não preciso nem me explicar muito, pois a mim foi natural indicá-lo para receber o selo "Grandes Pensadores da Blogosfera"!

Por favor, veja os detalhes em:
http://teophilo.blogspot.com/2009/05/aventuras-de-blogueiro-cristao-ii.html

e saiba que ficarei bastante contente se aceitá-lo!

Um fraternal abraço!

Rodrigo Melo disse...

Bom Levi,

Acho que não terá outra alternativa. rsrsrs

Indiquei seu blog para receber o selo "Grandes Pensadores da Blogosfera", pelo visto é a segunda indicação.

Assim como o Teóphilo, ficarei feliz em aceitar este selo.

A Paz!

Levi Bronzeado disse...

Prezado amigo Jailson


O seu tão emocionante comentário, poderia muito bem ser acrescido ao ensaio que postei. Estamos tão longe e ao mesmo tempo tão perto em experiências vividas.

Um abraço fraternal,

Levi B.Santos






Prezada Yehudith


Seu comentário levou-me a um passado distante, quando o seu pai e pioneiro Pastor Camilo, de saudosa memória, pastoreava a Igreja de minha terra natal, Alagoa Grande – Pb.

Ele foi um desbravador que semeou a semente do evangelho, que naquela época, não poderia ser espargida da forma como ele tão amorosamente o fez.
Graças a Deus, que nos deu o privilégio de ainda estar colhendo os frutos que ele plantou. Por isso mesmo, não posso e não devo olhar a exigência de ontem com os olhos de hoje.

Resumindo tudo: “felizardos somos”.


Levi B. Santos

Levi Bronzeado disse...

Prezados Teóphilo e Rodrigo Melo


O que nos induz a escrever sobre nossas experiências, sobre nossos sonhos, sobre nossas dores, sobre os nossos ideais às vezes “loucos”?.
A razão talvez esteja no fascínio que o poder da palavra escrita exerce, ao resistir às intempéries do tempo, ao permanecer intacta, perdurando além da nossa efêmera existência.

Na verdade, não sou um grande pensador. Gosto de escrever, porque enquanto escrevo, revivo as minhas experiências, olhando-as pelo andar de cima da maturidade.

O meu muito obrigado pela deferência especial do honroso selo “Grandes Pensadores da Blogosfera”,recebido “duplamente”, o qual, estarei postando posteriormente no meu blog.

Abçs fraternais

Levi B.Santos

Escritora Micheline Gomes disse...

Querido Levi

Meu Deus!! Seu texto fala da realidade que muitos de nós passamos.
Seu texto é puro, real e verdadeiro.
Meu irmão! Deus te abençoe por esse texto tão marcante.

Quero ter a honra de postá-lo em meu blog com os devidos créditos.

Em Cristo que nos libertou!

Antonio Tadeu Ayres disse...

Meu amigo Levi:

É exatamente esse tipo esquizofrenia evangélica que também um dia a minha alma adoeceu.

Por isso, adiciono minha voz à sua e as dos demais irmãos que me antecederam.

Mas, felizmente, Deus me deu a coragem e forças para romper esse fortíssimo elo dicotômico.

Abri mão de minhas convicções arminianas e troquei-as pelo evangelho reformado, um dia pregado por Spurgeon e tantos outros que pregam a verdadeira Graça.

A Graça que demonstra que TODO O PREÇO já foi pago por Jesus e que me mostra que fui eleito Nele, antes da fundação do mundo.

Que me mostra também que sou salvo porque Ele me amou primeiro e toda cédula contra mim foi definitivamente cravada na cruz.

Hoje já não sofro mais de falsas culpas. Creio que estou salvo em Cristo; e não existe nada que eu possa fazer (de bom ou de ruim) que possa mudar essa realidade.

Mas o seu texto tem o condão de tocar fundo corações já sofridos como os nossos; e bem poderia ser o preâmbulo de um livro, que poderia levar o título de: "Experiências Curadoras de Um Médico de Almas", de Levi Bronzeado.

Pense nisso, meu irmão!

"(Deus)chama as coisas que não são como se já fossem" (Rom. 4.17)

Marcus Vinicius disse...

Olá Levi, que texto lindo.

Eu vivi essa história. Eu me penitenciei e me culpei uma vida inteira. Cheguei a pensar que tragédias ocorreram perto de mim como pagamento de Deus por meus pecados.

Hoje sou livre, livre de uma eclesiologia espúria que só faz consumir o melhor de nós e nos deglute como comida (para depois expelir...)

Quero andar com meu Abba e cada dia confiar mais e mais nele.

Valeu pela visita lá no blog. Vou recomendar o seu.

Paz