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13 fevereiro 2021

PÓS-PANDEMIA ─ A Mais Nova Utopia no Reino de Momo




A expressão “as coisas vão melhorar depois da pandemia!” , de tanto ser usada e abusada, já virou clichê entre nós. Vivo fosse, Jung diria que na atualidade mais um arquétipo teria sido introduzido no inconsciente coletivo, o ARQUÉTIPO do FIM da PANDEMIA de CORONAVÍRUS, uma espécie de sucedâneo do arquétipo do Fim do Mundo ou Batalha Final do Armagedon de que falou o apóstolo João no último livro do Novo Testamento Bíblico o APOCALIPSE.

As principais armas que temos para enfrentar o Covid-19 (vírus, que agora dá dribles e mais dribles nos cientistas formuladores de vacinas), são o uso de máscara, o não aglomerar-se e o distanciamento social. Como obedecer a esse simples trio preventivo, se a massa e a elite alienada já começaram, com todo gás, a campanha presidencial de 2022?

Campanha que é campanha pra valer, nesse nosso mundo de idolatria e fanatismo, não pode prescindir dos abraços, dos beijos, dos apertos de mãos e do rosto liso sem as máscaras que atrapalham o tempo todo, impedindo os louvores, os brados “patrióticos” da insensatez, além dos afagos mais íntimos face a face.

Há 12 dias, a comemoração da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado foi um verdadeiro festival de aglomerações, de abraços, de apertos de mãos, conversas ao pé do ouvido. Parecia mais as torcidas inflamadas comemorando o desfile de suas agremiações no Sambódromo do Rio.

Por falar em carnaval, dizem que esse ano não haverá comemorações nos três dias dedicados a Momo.



Verdadeiro ou Falso?.



Na realidade, o carnaval mudou apenas de local, as avenidas e os sambódromos foram trocados pelas praias lotadas, pelas festanças secretas em condomínios e quintais de casa, sem falar nas bem vigiadas aglomerações promovidas pelos políticos à caça de votos.

E o Covid-19, que não tem nada de bobo, se infiltra na UTOPIA Carnavalesca para atacar com seus mais variados passes de samba, agora denominados ‘VARIANTES’ (ou novas cepas).

Não vamos tapar o sol com a peneira, mas todo mundo sabe que há em nossa pátria tupiniquim uma elite política radical ridicularizando, o tempo todo, o uso de máscaras, incentivando as aglomerações e o desprezo pelo distanciamento social.

Não esperava que poderosos e idolatrados guias de nossa pátria mãe gentil, que deveriam ser os primeiros a dar exemplo de sensatez fossem, indiretamente, tão solícitos em associar-se ao devastador Covid-19, naquilo que o vírus mais necessita para difundir seu mortal veneno.


Por Levi B. Santos.

Guarabira, 13 de fevereiro de 2021


P.S.:

A propósito, já que estamos a falar de PANDEMIA, MEDIDAS PREVENTIVAS, UTOPIA, CARNAVAL,“VARIANTES” e APOCALIPSE ─, espero que não se assustem ao acessarem o LINK abaixo:

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/02/11/variante-varrera-o-mundo-e-trabalho-contra-covid-levara-10-anos-diz-cientista

02 fevereiro 2021

O CENTRÃO ─ SEMPRE a SERVIÇO da PÁTRIA AMADA

 


Tomando como base a oração do “...é dando que se recebe”, atribuída a São Francisco de Assis, o CENTRÃO (grupo de parlamentares que unem o útil ao agradável) está sempre pronto a salvar a Pátria Amada quando esta corre perigo.


Breves Considerações Históricas


A palavra CENTRÃO, nos anos 80, era uma gíria criada para designar o centro de São Paulo. “Perambulei, um dia desses, pelo centrão, à cata de um Bar que me disseram maravilhas” ─ escreveu Nirlando Beirão no texto “Poesias de Ruas” em 5 de julho de 1986. (acervo.estadão.com.br)


Foi em 1987 que o termo CENTRÃO entrou na política para nunca mais sair. O aumento do mandato de Sarney de 4 para 5 anos foi um dos primeiros feitos desse bloco político, a troco de nomeações para cargos públicos no Legislativo. De lá para cá, o Centrão foi quem sempre deu as cartas, atuando com audácia nos Governos de FHC, Lulla, Dilma e Michel Temer, especialmente, nos episódios denominados Mensalão e Petrolão. Mais eis que veio o Mito (2018), apregoando o fim da velha política do toma lá dá cá. Disse, enfático, o atual presidente no finzinho de 2017: Quem quiser vai ter que nos apoiar sem ganhar cargos em troca!”


Ontem (dia 01 de fevereiro de 2021) o CENTRÃO ganha mais uma, desta feita, de forma prévia, clara e escancarada. “Tenho a intenção de ‘influir’ na disputa pelo comando da Câmara” ─ já anunciava o presidente, no dia 28 (quatro dias antes da eleição para presidente da Câmara), aos jornalistas da ‘jovempan’, seu canal preferido.


Bolsonaro ficará refém do pior da Política, e Conta será cara para o país” ─ declarou, Cleveland Prates, hoje, ao site “economia.uol.com.br”.


Não esqueçam que devemos um galo a Esculápio!” (Sócrates - 470 a.C)


Por Levi B. Santos

Guarabira, 02 de fevereiro de 2021


02 maio 2020

O QUE HÁ POR TRÁS DO ─ “QUEM MANDA SOU EU!”




Essa frase ameaçadora faz parte do arsenal de jargões usados recentemente pelo presidente da república. Na verdade, esse grito ameaçador só pode partir de quem gostaria de MANDAR, mas não tem a mínima estatura moral para tal feito.

Aliás, se o presidente tivesse um pouco de tirocínio, iria entender que ele é um servidor público e, como qualquer funcionário público tem o dever, não de MANDAR, mas de SERVIR ao povo brasileiro. Portanto, ele é SERVO e não SENHOR, e estamos conversados.

A dupla da MPB, Baden Powel e Vinícius de Morais, cantando um de seus memoráveis sambas, já frisava ─ “o homem que diz sou, não é” ─, até porque aquele que é poderoso não precisa alardear aos quatros cantos que é ele quem manda, o que, definitivamente, não é o caso do neófito que está desonrando a cadeira presidencial com suas asneiras expostas diariamente nos meios de comunicação. A cada declaração estapafúrdia que o insensato faz, é um tiro que dá no próprio pé, e tome crise atrás de crise no auge de uma Pandemia que ele nega e boicota, incitando a população a não reconhecer como verdadeiros os protocolos médicos do Ministério da Saúde e da OMS. Por sua vez, os ativistas que se submeteram a uma lavagem cerebral sem precedentes, de forma histérica e idólatra o aplaudem e o adoram como se ele fosse o valioso Bezerro de Ouro erigido no deserto do Sinai pelo desobediente e frustrado povo Hebreu.

O que leva o presidente a usar com frequência o brado “Quem Manda Sou Eu!”, senão o desejo insano de fazer do palácio da Alvorada um puxadinho de sua casa. Indubitavelmente, a mistura maléfica do público com o que é privado se constitui uma das práticas criminosas que está levando o governo à decadência moral. A cadeira presidencial não pode ser trocada por um sofá presidencial para acomodar seus inconvenientes filhos, ainda mais na condição de investigados por promotores e Congresso.

Recentemente, o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi pressionado pelo presidente para trocar o superintendente da Polícia Federal, Maurício Valeixo, por outro policial federal mui amigo de balada de seus intragáveis filhos (alvo de inquéritos em andamento na corporação). Moro, ao argumentar que o que o presidente estava propondo ali era uma interferência política, recebeu na cara, de forma ríspida e descarada um: é isso mesmo!”, expressão, que não deixa de ser um derivativo do surrado bordão “Quem Manda Sou Eu!”.

Segundo o professor e psicanalista, Mário Corso, as reações exacerbadas do presidente são consequência de uma fragilidade. O sujeito se sente inferiorizado e ataca. Sai em ataque de tudo, mas justamente pela fraqueza intelectual dele. Quando não tem argumento, troca de assunto chutando canelas do adversário. Ele não tem discussão nenhuma. Só ataca o adversário porque ele é consciente da sua fragilidade intelectual”.

Quando o presidente lança na cara do interlocutor o tradicional “Quem Manda Sou Eu!, está agindo em defesa de seu próprio EGO, ou seja, ao lançar mão de um escudo de proteção, ele, inconscientemente, está a reprimir ou recalcar fatos inconfessáveis e crimes não ditos em um abismo secreto de sua psique. Para os que sofrem de infantilismo e insegurança neurótica, o ATAQUE, representado pelo brado ameaçador em pauta, é, ao mesmo tempo, arma de DEFESA.


Por Levi B. Santos
Guarabira, 02 de maio de 2020



22 abril 2020

O Ativista e o Desejo Compulsivo de Divulgar Fakes



É em época de Politização de Pandemias e outras graves crises sócio-econômicas que a disseminação de notícias falsas (Fakes) mais florescem.
As notícias falsas têm o condão de atrair os ativistas, de uma maneira tal, que eles preferem negar o óbvio, se agarrando a uma mentira a fim de satisfazer o narcisismo de seu doentio Ego. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista, já dizia: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”
O Desejo compulsivo de divulgar mentiras funciona como uma espécie de alienação tão entranhada, que o ativista repele tudo que vai contra sua idolatria. Mesmo com os desmentidos por parte das Agências de Checagem, os militantes continuam acreditando nas falsas notícias quase sempre elaboradas com criatividade.
Esse fenômeno é bem explicado pela Psicanálise.
Freud, em “Psicologia das Massas e Análise do EU”, analisou profundamente essa situação de compulsão neurótica coletiva. Disse ele:
Quando indivíduos se reúnem num grupo mediado por um líder (extremista), “todas as suas inibições individuais caem e todos os instintos cruéis, brutais e destrutivos que neles jaziam adormecidos, como relíquias de uma época primitiva, são despertados para encontrar gratificação livre”.
Os sujeitos reunidos em grupo se submetem de corpo e alma aos ditames do seu imprevisível líder, embarcando facilmente em aventuras nunca imaginadas.
No dizer do psicanalista, Christian Dunker, a atual pandemia do Covid 19, deixou o presidente desnorteado. Na medida em que o vírus invisível e imprevisível não pode ser manipulado, o líder, de forma defensiva, reage negando a própria gravidade da doença. O mesmo acontece com sua militância. E haja FakeNews nos meios de comunicação como forma de minimizar a grave Pandemia. O comportamento desses ativistas é tão brutal que diante do sistema de UTIs entrando em colapso total, de forma criminosa, não titubeiam em viralizar fotos falsas com leitos desocupados, no intuito de mostrar que é tudo mentira. Estão tão cegos que desdenham diante de fotos que exibem muitos corpos sendo enterrados em valas comuns.
O ativista, enfim, é aquele que vive em uma eterna fuga, executando malabarismos a torto e a direita, como uma forma de proteger seus toscos ideais e seus próprios fantasmas.


Por Levi B. Santos
Guarabira, 22 de abril de 2020

27 julho 2019

O Preconceito Que a Gente Nem Enxerga.






As diversas formas de preconceito estão intimamente ligadas à intolerância. Com o advento da psicanálise ficou finalmente demonstrado que esse sentimento hostil se estabelece sorrateiramente durante a nossa tenra infância. Hoje, já adultos, nos vigiamos o tempo todo para não dar expressão àquilo que continua arquivado nos arquivos indeletáveis de nossa mente. A canção - "Revelação" (de Fagner) - fala da cruel e dura realidade desse obscuro afeto: "Quando a gente tenta de toda maneira/Dele se guardar/Sentimento lhado/Morto amordaçado/Volta a incomodar".


Apesar de todo o esforço para não cair nessa modalidade de tentação, o homem, em sua linguagem dubiamente simbólica (ou através de lapsos), vez por outra, deixa escapar ressonâncias de algo que nunca ousou enxergar através de seus olhos internos.


O certo é que o preconceito tem suas raízes profundas fincadas no nosso inconsciente. Por isso mesmo, nem percebemos o quanto ele está a nos influenciar, se imiscuindo sutilmente em nossas decisões.


Seguem aqui algumas perguntas que podem nos levar a dirigir nosso olhar para os fantasmas inconvenientes que nos habitam, sabendo de antemão que induzir à auto-reflexão não é o mesmo que fazer apologia ao preconceito.


Será que realmente somos pessoas sem nenhum tipo de preconceito? Será que a imagem que fazemos de nós para os outros é 100% verdadeira?
Será que lá nos recônditos obscuros de nossa psique não se escondem sementes de intolerância que em nossa vida pregressa foram plantadas em nosso próprio seio familiar?
Será que, em menor ou maior grau, não somos todos preconceituosos?


Em analogia ao convite à reflexão que o Messias dos Evangelhos fez aos fariseus por ocasião da aplicação da pena de apedrejamento à mulher adúltera:
Quem nunca sofreu ou teve preconceito que atire a primeira pedra!”



P.S.:


Fernando Pessoa no capítulo X de “O Guardador de Rebanhos” − fala de um Tu contido em seu próprio Eu. Ao encerrar seu significativo poema, com a frase: “a mentira está em ti”, o poeta demonstra que por meio desse “Ti” é induzido a olhar para dentro de si mesmo. Em seus versos, o insuperável Pessoa sempre recorre a heterônimos. Os heterônimos lhe serviam de receptáculos para projeção de seus próprios recalques.


Leia e reflita bem sobre esse emblemático trecho de ─ “O Guardador de Rebanhos” ―, do fenomenal poeta do “Desassossego”. O poema revela, mais que tudo, a nossa alma de sentimentos dúbios, e, tem muito a ver com o tal preconceito aqui ventilado.


«Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?


Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?


Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.


Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti. »


Por Levi B. Santos
Guarabira, 27 de julho de 2019

24 setembro 2018

O Discurso Como Mecanismo de Defesa







Dentre os mecanismos psíquicos de defesa desenvolvidos por Freud um, muito usado, para defender ou escamotear interesses individuais e de grupos que se sentem em posição desconfortável, é a racionalização, geralmente, bem articulada em forma de discurso.

O discurso, quase em tom de desespero, do sociólogo e ex-presidente da república, FHC, realizado recentemente em forma de carta (dia 20), se enquadra muito bem nessa categoria freudiana. Na verdade, esse tipo de discurso de última hora, quando o barco está a naufragar, tem, por incrível que pareça, a função de proteger a pessoa declamante ou o grupo com o qual se identifica. Não é à toa que a psicanálise reza que no lado avesso do discurso elaborado sob forte ressentimento(a carta de alerta dirigida aos eleitores) reside o medo do autor perder algo de si ou para si que ele considera de crucial valor ou importância.

Em meio ao pedido de socorro vindo de altos escalões de nossa república, alguns, de forma escancarada (em nome de uma suposta paz), incitam a renúncia de um dos dois principais postulantes ao cargo de presidente da república, como a melhor das soluções. Dizem até: a pátria em situação de extrema gravidade está a exigir o sacrifício de um dos que estão em primeiro lugar nas pesquisas. Aqui, é bom que se ressalte: o mecanismo de defesa psíquica interessa ou favorece mais ao autor da carta de alerta fora de tempo, movido, pelo menos inconscientemente, por um sentimento de culpa.

Freud descobriu a nascente desses mecanismos de defesas: eles têm origem na infância e perduram por toda a idade adulta. Foi a partir do pai e contra ele (como autoridade patriarcal) que a criança em tenra idade iniciou o desenvolvimento de todos os tipos de defesa, como: introjeção ou recalque, negação, projeção, reação e a tal racionalização. Desde a aurora de nossas vidas fazemos uso desses mecanismos de defesa que, da instância do Superego (Pai simbólico ou imaginário), nos ameaça punir com a culpa diante das astúcias do ego.

A expressão popular “discurso da boca para fora” , em ocasiões sombrias, quando o jogo jogado se encontra aos 40 minutos do segundo tempo, tem lá a sua razão de ser dita. “Os humanos têm uma forte necessidade de viver em grupos, próximos um dos outros. Mas essa necessidade entra em conflito com sua agressividade inata e seu desejo de se satisfazer egoisticamente. [..] Para muito de nós, a tentativa de reduzir a culpa, evitá-la ou expiá-la é um importante motivador” (Michael Kahn – “Freud Básico” – Editora Civilização Brasileira).

Como a História é cíclica, basta dirigir o olhar para trás, a fim de perceber que não só em nossos adversários, como em nós mesmos, e entre nossos amigos, esse fenômeno chato e doloroso está repetidamente sendo recriado. Interessante, é que dois dias após sua carta-discurso, FHC veio a público afirmar pelo Twitter que sua carta tinha sido dirigida ao povo, e não aos partidos (às cabeças pensantes responsáveis pela sopinha de letras que inunda o país). E aí, a emenda saiu pior do que o soneto, pois, o sociólogo incorreu em mais dois mecanismos de defesa muitíssimo estudado por Freud: o de negação e o de projeção. O tom da carta deu a impressão de uma mera forma de negar (junto às altas cúpulas) ser responsável pela atual situação vexatória; situação que, ao contrário de sua argumentação de fundo defensivo, foi obra executada em seus minimos detalhes, de cima para baixo. Pasmem: através do mecanismo de projeção pôs toda a culpa na conta do povo, com essa infeliz frase, endereçada aos eleitores: “Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez”

Faltam poucos minutos para o término da partida: agora, é só esperar, para ver o resultado daquilo que foi plantado entre nós. Espernear não adianta. O choro pelo descaso e a indiferença para com o sofrido povo, inevitavelmente, não vão trazer de volta o leite derramado.


Por Levi B. Santos
Gurabira, 23 de setembro de 2018

OBS:
Imagem do Topo: "O Inconsciente é a Verdadeira Realidade Psíquica" Sigmund Freud (1856 - 1939) O Livro da Psicologia ― GloboLivros

27 fevereiro 2018

Trump, a Bíblia e o Lobby de Armas





O presidente e religioso fundamentalista, Donald Trump e os senhores do lobby de armas que o apoiaram, querem, por cima de pau e pedra, armar os professores em salas de aulas, como medida saneadora de massacres em escolas dos EUA.

Mas a coisa pode tomar proporções maiores. Nunca é demais lembrar a chacina do dia 05 de novembro de 2017, quando um homem armado matou 26 fiéis (deixando mais de 20 feridos), no momento em que se realizava um culto matinal, no Templo Batista de Sutherland Springs no Texas.

Pelos atos, cada vez mais loucos que vem executando, falta pouco para que o profeta-presidente tente obrigar pastores e demais líderes religiosos a portarem fuzis como medida preventiva contra massacres no interior das igrejas.

Tudo, mas tudo mesmo, por mais incrível que pareça, pode sair da cartola do poderoso presidente fundamentalista americano. Empunhar a bandeira do lobby sagrado de porte irrestrito de armas dentro dos templos, pode ser a próxima jogada. Não se assustem, se, para tal empreitada, de forma utilitária e abusiva, Trump venha descontextualizar a fala do Messias perante seus discípulos, descrita por Lucas em seu evangelho (Lucas 22: 35 à 38):

Disse-lhes Jesus: Quando vos mandei sem bolsa, alforge ou sandália, faltou-vos, porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada. Disse-lhe, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforge; e o que não tem espada, venda a sua veste e compre-a”.

Aliás, o presidente do “Fim do Mundo ou do Armagedom” vem dando profetadas em nome do seu Senhor, para tudo quanto é lado. Recentemente ganhou apoio da maioria dos evangélicos fundamentalistas dos EUA, ao prometer transferir a embaixada americana de Israel para Jerusalém, bem de acordo com a profecia altamente beligerante de atiçar a reconstrução do Templo de Salomão, destruído no ano 70 d.C (hoje, no local, encontra-se a mesquita de Al-Aqsa — erigida pelos muçulmanos no século VII)
.
Voltando ao tema sobre o forte lobby de armas dos EUA, e, ao mesmo tempo, querendo esquentar a nossa memória, replico aqui, uma declaração do servo maior do Senhor das Armas, colhida de um discurso seu de tom retributivo realizado em abril de 2017, na Associação Nacional de Rifles (NRA):

Eu lhes prometo que, como presidente, jamais vou interferir no direito das pessoas de possuir e portar armas. A liberdade é um presente de Deus. Vocês me apoiaram e eu vou apoiá-los agora” ― acrescentou, Trump, sabedor de que em mais de 28 estados americanos não  exigem, sequer, a idade mínima para que se possa comprar uma arma.

Após o tiroteio numa escola da Flórida, que deixou 17 mortos (dia 14), Trump, pressionado pela sociedade, esboçou uma leve reação (prometeu proibir a transformação de armas legais em fuzis automáticos). Mas o lobby de armas (NRA), reagiu de imediato, rechaçando as propostas do presidente.


Pergunta-se:


Até quando o “Lobby dos Exércitos de Israel” junto com o interesse do mercado fundamentalista dos EUA usarão o nome de Javé para insuflar o Mercado de Armamentos e a desova de suas armas letais nas terras que o patriarca Abraão sonhou, um dia, tomar para si e sua conflituosa geração?


Como o paradoxal “Senhor das Armas” vai permitir que Jerusalém seja a cidade da paz, se é o conflito eterno que mantém a poderosíssima indústria armamentista a todo vapor? Ou não estão lembrado da segunda guerra mundial ― conflito ―, em que os poderosos e riquíssimos judeus Rothschild, através do seu “inteligentíssimo-deus-mercado”, lucraram como nunca na história, financiando os dois lados da guerra: tanto o exército de Hitler quanto os aliados anti-Hitler?


Resumo da Ópera: Jamais Jerusalém será símbolo de triunfo de uma facção sobre a outra. Nominá-la de “Muro das Lamentações”, por enquanto, lhe cai muito bem como representação da soberba humana, até que pelas armas sejam derrotados todos os guerreiros.




P.S.:


Nas redes sociais também se guerreia. Jerusalém pode ser minha ou sua. Para ver quem ganha, registre seu voto pela internet. (rsrs)


Por Levi B. Santos

10 novembro 2017

A “Suprema Compaixão” no Reino de Trump





Na cerimônia de posse do presidente republicano, Donald Trump, a pastora Paula White fez, em oração, esse pedido: “Deus misericordioso, revele ao nosso presidente a capacidade de conhecer a vontade, a sua vontade, a confiança para nos liderar e a COMPAIXÃO para ceder ante os nossos melhores anjos.” (Vide lin). 

Em seu discurso de posse, Trump bradou: “Essa carnificina americana termina aqui e agora!”. As tiradas de cunho xenófobo do presidente recém eleito, não se constituem surpresas: as profecias anunciadas durante sua campanha já tratavam do pacote de maldades que viria à baila, assim que o resultado das eleições fosse oficialmente confirmado. 

O “novo-velho” messias da hipermodernidade americana, em seus discursos fundamentalistas, prometia devolver a “Terra Prometida” aos americanos, ao mesmo tempo, cheio de empáfia, ameaçava expulsar e devolver os imigrantes a seus países de origem. Achando pouco, para gáudio dos ”compassivos” da nação que o apoiou, fomentava a construção de um muro de separação na fronteira de seu reino com o México.

A prece da pastora implorando a Deus o derramamento da compaixão no coração empedernido de Trump trouxe a minha memória dados estatísticos sobre esse afeto à moda americana que o escritor e historiador inglês, Theodore Zeldin, em Uma História Íntima da Humanidade” (obra antológica escrita há mais de setenta anos), tão bem dissecou. Saliente-se que as referências estatísticas desse autor, apesar de serem antigas, na atualidade permanecem praticamente incólumes. Sobre a Compaixão Americana, disse Theodore, de forma contundente:

Hoje em dia, 45% de todos adultos se engajam em trabalho voluntário, ajudando os outros pelo menos cinco horas por semana. Mas a maior parte deles(54%) acredita que as pessoas, em geral, atraem sofrimentos e que a caridade não é uma resposta, mas apenas um curativo temporário. Dois terços dos americanos consideram importante não se envolver muito nos problemas alheios: antes de tudo, convém cuidar de si mesmo e, se ainda lhe restar força, então ajude os outros. […] Ficou demonstrado que os frequentadores de igrejas não são mais compassivos do que aqueles que não as frequentam; não param para prestar socorro a um garro enguiçado nem cuidam de parentes idosos com mais frequência. Alguns apreciam aquela sensação de 'amaciar o ego' ao serem tidos como generosos, ou heróicos, e se sentem aventureiros quando demonstram misericórdia; é o espírito de aventura o que mais o estimula. Nos velhos tempos, os americanos tentavam ser compassivos, em obediência aos mandamentos de Deus. Agora, valem-se mais frequentemente da terapia para explicar seus motivos: a caridade lhes faz bem, melhora a imagem que fazem de si”.

Vez por outra estamos a confundir “compaixão”, com “pena”(dó). Compaixão, seria sentir com o outro, sofredor. O sentimento que expressamos como pena, por sua vez, poderia dar a ideia de algo partindo de um ser em condição mental superior para um ser em estado psíquico inferior. Mas a pena que sentimos do outro que sofre, pode perfeitamente ser uma ressonância ou consequência de um acontecimento doloroso vivido em nosso passado de criança ou de adolescente. No caso, esse sentimento estaria mais para a compaixão, se por compaixão entendêssemos a repetição imaginária de algo doloroso vindo dos recônditos de nossa psique. A situação daquele que sofre, detonaria em nós o gatilho de um despertar. Seria o caso de se dizer que o afeto da compaixão, volta e meia, a nós retornaria no encontro com o outro que no presente padece; as dores do outro corresponderiam às dores primevas, quem sabe, relativas às coisas aparentemente esquecidas, mas poderosamente arquivadas nos porões do nosso sombrio inconsciente.

Mas há outras modalidades forçadas da “generosidade compassiva”, que talvez estejam a balançar os corações dos republicanos que elegeram Donald Trump. Por se situar dentro do jogo do poder terreno, e ser de natureza interesseira, essa modalidade de compaixão está mais para uma farsa.

Como bem sabemos, a “generosidade compassiva” pregada pelas religiões dominantes, em sua prática, carrega o cheiro da vaidade. No discurso da religião oficial pedagógica americana do Reino de Trump, esse afeto “generosamente compassivo”, traduzido pelo lado avesso, busca, sobretudo, a admiração das pessoas, reforçando a vaidade ou o caráter mercantil e fundamentalista de grande parte da suprema membresia republicana.

Na verdade, o mote de fundo puritano “América para os Americanos” , brandido pelo presidente, assemelha-se muito ao apregoado por Hitler: o Führer alemão no passado de tão triste memória, invocava a pureza da raça ariana, em detrimento dos judeus e demais minorias. Hoje, na esteira da xenofobia trumpiana, ganha terreno uma compaixão às avessas assumida de forma egocêntrica pelos ativistas da supremacia branca dos EUA. Recentemente, a cidade de Charlottesville(EUA) serviu de palco para a explosão de ódio por parte de "brancos supremos" contra negros e judeus.

Ao que parece, a Era Trump veio despertar, em um suposto povo divinamente escolhido para mandar e desmandar na América, a adormecida intolerância contra os considerados hereges e os rotulados de “raça inferior”. No entanto, quando esse “povo de sangue supremo” planeja a purificação de seus pecados ou podridões, são exatamente os marginalizados que são usados por ele como “bode expiatório”(no ritual de purificação praticado pelo povo hebreu, um bode era escolhido para carregar os pecados da comunidade. Depois, o animal era abandonado no deserto, para que os males nele projetados ficassem bem distantes do “povo sagrado”).

Na visão radical do todo-poderoso, Trump, a compaixão é entendida pelo avesso: os oprimidos não são os estrangeiros que vivem nos EUA, são os americanos ressentidos que perderam um pouco de suas riquezas, e agora culpam os imigrantes pelo seu estado atual. Mas, no Velho Testamento há uma passagem bastante interessante, um conselho dado ao povo escolhido de Javeh, para que pudesse manter o passado bem vivo em sua mente, quando acolhido foi em terras estranhas (Egito). No entanto, hoje, em benefício próprio, os remanescentes desse povo preferem se fazer de cegos para aquilo que os escribas, a respeito do sentimento compassivo, deixaram escrito no Livro Sagrado(Torah) do Deus a quem supostamente seguem:

Ao estrangeiro não maltratarás, nem o oprimirás, pois vós mesmos fostes estrangeiros na terra do Egito.” (Êxodo 22: 21)


Por Levi B. Santos
Guarabira, 10 de novembro de 2017

Site da Imagem do topo: vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/preconceito-a-supremacia-branca-e-o-racismo-nos-eua.

16 fevereiro 2016

Zygmunt Bauman e o Crescimento Vertiginoso do Fundamentalismo





Por que, mesmo em plena Era da Pós Modernidade, o Fundamentalismo Religioso não para de crescer?
Sob o lema de converter o mundo do mal caminho, os grupos religiosos avançam, como nunca, suas garras sobre uma humanidade em crise. Nas Américas, no mundo muçulmano, o fundamentalismo vem crescendo de forma vertiginosa. É bom, ressaltar aqui, que o fundamentalismo também cresce nas hostes judaicas, hindús e budistas.

De nada vai adiantar tentar alguma espécie de diálogo com os fundamentalistas. Como diz o ditado popular: é o mesmo que “chover no molhado”. Eles vão sempre ver nesse recurso interativo uma ameaça às suas inamovíveis certezas.

Como se sabe, é em época de crise e de mal estar globalizado como a que o mundo experimenta por ora, que o fundamentalismo toma as rédeas para se disseminar em progressão geométrica. Já que estamos como que vivendo o “Retorno do Patriarca à Moda Antiga”, seria bom que nos debruçássemos sobre o capítulo “De Volta para o Futuro”, do livro, O Mal Estar da Pos-Modernidade de Zygmunt Bauman. Esse sociólogo polonês, cujas obras estão em evidência no mundo inteiro, brilhantemente, e de modo lúcido, explica as causas mais profundas desse fenômeno tão presente nos dias atuais. Indo mais além da onda de misticismo, diz ele:

Sugiro que a ascensão de uma forma religiosamente vestida de fundamentalismo não é um soluço de anseios místicos há muito ostensivamente afugentados mas não plenamente reprimidos, nem uma manifestação da eterna irracionalidade humana imune a todos os esforços de cura e domesticação, nem uma forma de fuga de volta ao passado pré-moderno. O Fundamentalismo é um fenômeno inteiramente contemporâneo e pós-moderno, que adota totalmente as “reformas racionalizadoras” e os desenvolvimentos tecnológicos da modernidade, tentando não tanto “fazer recuar” os desvios modernos quanto “os ter e devorar ao mesmo tempo” tornar possível um pleno aproveitamento das atrações modernas, sem pagar o preço que elas exigem. O preço em questão é a agonia do indivíduo condenado à auto-suficiência, à autoconfiança e à vida de uma escolha nunca plenamente fidedigna e satisfatória.

Em Vida para Consumo, Bauman mostra como a sociedade pós moderna atingiu os píncaros do consumismo, “com os indivíduos se tornando, ao mesmo tempo, promotores de mercadorias e também as próprias mercadorias.”

O fundamental da religião pós-moderna passa pela transmutação de Deus em “coisa divina”(ou "produto divino"): aquilo que satisfaz a necessidade imperiosa e momentânea do indivíduo. Tal qual um fast food, depois de ingerido e saciado o estômago, é rapidamente esquecido. Lá dentro das vísceras o alimento supostamente divino, depois de ser digerido e posto para fora sob a forma de dejetos, irá dar lugar a uma nova sensação de “vazio”. Para diminuir a ansiedade que esse vazio provoca, novos e coloridos pratos de conteúdos duvidosos estimularão a gula dos olhos, num círculo vicioso sem fim. A “vida metafísica” nunca imitou tanto os modos alimentares que regem a vida física ou biológica da pós-modernidade.

Ao fundamentalismo religioso se juntam outros tipos de fundamentalismos. Por exemplo: Nos EUA, há inteligentes e astuciosas alianças dentro do partido republicano que, a primeira vista, parecem absurdas, mas olhando bem, do ponto de vista econômico e político, não são: O fundamentalismo religioso cresce como nunca, na esteira de interesseiras, duradouras, e poderosas alianças engendradas com os fundamentalistas do mercado. Quem não se lembra da Guerra do Bem contra o Mal (que movimentou sobremodo a indústria bélica) difundida pelo fundamentalista George W. Bush, que deu início a caçada de Saddan Hussein (“Satã”) no Iraque?
Não é à toa que pesquisas recentes dão o pré-candidato a presidente dos EUA pelo partido republicano, o bilionário Donald Trump, como o preferido dos evangélicos(Vide Link). O moinho do deus dos exércitos do partido republicano não aceita mistura, nem tolera inimigos em seu bojo. Trump, o profeta fanfarrão, já encetou a bandeira da “grande cruzada contra o mal”: disse, em um discurso, que todos os muçulmanos devem ser imediatamente impedidos de entrar nos EUA (Vide Link).

Até o Papa Francisco mexeu na velha ferida fundamentalista americana, quando em um discurso recente (setembro de 2015) no Parlamento dos EUA, pediu vigilância contra todos os tipos de fundamentalismos (Vide Link):

Sabemos que nenhuma religião está imune a formas de delírios individuais ou extremismo ideológico. Isso significa que devemos ficar especialmente atentos a qualquer tipo de fundamentalismo, seja religioso ou de qualquer outro tipo” afirmou o papa, não esquecendo, o passado extremamente fundamentalista dos primórdios de sua igreja.

É sobre a “Religião Pós-Moderna em Zigmunt Baumann” que Marcelo do Nascimento Melchior, filósofo, mestre em Comunicação pela UFG e mestre em Educação pela Universidade Católica Dom Bosco, nos traz um perfeito retrato do fenômeno religioso que vem atraindo cada vez mais adeptos, através de programas apelativos reproduzidos incessantemente na imprensa, televisão e internet:

Na verdade, o que existe é a formação do “coquetel religioso”. O homem pós-moderno vive a religião “à la carte”, de tipo “self-service”, numa mistura de vários aspectos que mais interessam e satisfazem as exigências e necessidades momentâneas. Na busca de sentido da vida, cria-se o deus e a religião pessoal: “Jesus Cristo sim, igreja não”. O “boom” religioso revela isto: seitas, cultos, esoterismos, filosofias orientais, yoga, etc., num verdadeiro “misticismo difuso e eclético”, onde se vive a preferência religiosa e o “suave consumismo religioso”. A razão disso se encontra também no fato de o sagrado ter se libertado do domínio da religião, isso é, qualquer pessoa pode atribuir-se o título de “bispo”, missionário, e oferecer serviço religioso como qualquer serviço de tele-entrega rápida e soluções milagrosas.”

Os seguidores desse credo fundamentalista estão convencidos de que todos os caminhos da redenção, da salvação, da graça divina e secular e da felicidade (tanto imediata quanto a eterna) passam pelas lojas” escreveu Zygmunt Bauman no prefácio à edição de sua obra Modernidade Líquida.

O certo é que as igrejas em evidência na televisão, transformadas em grupos empresariais, especializaram-se em tirar proveito do medo e da sensação de insegurança da população frente a um mundo hostil, mecanizado e imprevisível. Esses “mercados divinos” seguem a tônica da Mídia Empresarial Religiosa, e são formados por profissionais gabaritados em marketing, comunicação, contabilidade e propaganda. Segundo a “Revista de Estudos da Religião”, essas empresas gospel não se interessam tanto por proselitismo, visando mais a audiência e venda de produtos, como camisetas, cds, dvds, livros, passagens aéreas, cursos bíblicos on line, etc. Todas são burocratizadas de acordo com a lei da oferta e da procura que rege o mercado, procurando sempre minimizar os gastos e maximizar os resultados, para poder crescer como qualquer empresa comercial pujante e bem gerenciada.

Aqui entre nós, uma amostra do poderoso marketing religioso da atualidade foi o lançamento do filme “Os Dez Mandamentos” nas salas cinemas de todo o país, produzido pelo Bispo da Universal do Reino de Deus. A majestosa e intensamente propagandeada película, levou o filósofo e professor de Ciências da Religião da PUC – SP, Luiz Felipe Pondé, a escrever um genial ensaio em sua coluna na Folha de São Paulo (04/02/2016), sob o título 'Os Dez Mandamentos' no Cinema Vale por 'Mil Missas', do qual replico abaixo esse imperdível trecho:

E num mundo gigantesco e competitivo como o nosso, permeado por mídias sociais e interatividade, com um mercado agressivo e em expansão de produtos religiosos, o futuro da commodity Deus está na comunicação. O mercado da mídia é o meio ambiente que definirá o futuro das religiões e das espiritualidades no século XXI. Esse filme vale mais que mil missas.”

Nunca na história da humanidade os fundamentalistas de mercado e religioso expuseram, de forma tão aberta e banal, suas infalíveis fórmulas. Sob o sedutor lema aqui você pode ser feliz e ter sucesso” , não cessam de provocar e canalizar desejos humanos para sua globalizante seara.



Por Levi B. Santos
Guarabira, 16 de fevereiro de 2016



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