18 março 2014

Frases Risíveis e Célebres de Atores da Nossa República





“Vejam os senhores, quem lucrou no meio de tudo aquilo foi o cavalo”. (Marechal Deodoro da Fonseca ― Após proclamar a República)


“O senhor é um traidor! Traiu-me nas promoções.” (Benjamin Constant, reclamando de seu Chefe Deodoro da Fonseca)


“Se os juízes do Tribunal concederem habeas corpus aos políticos, eu não sei quem amanhã lhes dará o habeas corpus.” (Floriano Peixoto, ameaçando a Corte Suprema)


“Não era essa a República dos meus sonhos”. (Floriano Peixoto, desiludido no final da vida)


“Olho sempre com imensas saudades para os quartinhos do Hotel Leuenroth.” (D. Pedro II fugindo do Hotel de Petrópolis, onde mantinha encontros íntimos, para o exílio em Portugal)


“O militarismo está para o Exército como o fanatismo para a religião, como charlatanismo para a ciência, como o demagogismo para a democracia, como o absolutismo para ordem, como o egoísmo para o eu”. (Rui Barbosa)


“As Constituições são como as virgens, existem para serem violadas”. (Getúlio Vargas)


“Rouba, mas faz” (Adhemar de Barros)


"Neste país, milhões e milhões de homens trabalham, trabalham para uns poucos comerem, come­rem”. (Jânio Quadros)


“Estou de saco cheio de ver companheiro acusado, humilhado, e depois não se provar nada contra ele”. (Lulla)


“Eu tenho aquilo roxo”. (Collor de Melo)


“A esquerda é boa para duas coisas: organizar manifestações de ruas e desorganizar a economia”.  (Humberto de Alencar Castelo Branco)


“A única solução é dar um tiro no coco!” (General João Batista Figueiredo, respondendo sobre o que faria se vivesse do salário mínimo)

“Prefiro cheiro de cavalo do que cheiro de povo”. (Gen. João Batista Figueiredo)


“Está bem. Deus é brasileiro. Mas para defender o Brasil de tanta corrupção só colocando Deus no gol” (Millor Fernandes)


“Gosto muito de Passarinho, mas não bato continência para coronel”. (Presidente Médici, sobre uma possível candidatura de Jarbas Passarinho)


“Nosso mal foi ter durado tanto tempo”. (General Ernesto Geisel)

“Se é vontade do povo brasileiro eu promoverei a abertura política no Brasil. Mas chegará o tempo que o povo sentirá saudades da ditadura militar”. (Ernesto Geisel, no apagar das luzes)


“Criei um monstro!”. (Golbery do Couto, sobre os desmandos no SNI)


“Peça desculpas moleque!”. (General Newton Cruz dando uma gravata no jornalista Honório Dantas em pleno Jornal Nacional)


“Chega dessa república do nhem-nhem-nhem”. (Fernando Henrique Cardoso)


“Realmente estamos importando alimentos, mas isso é ótimo porque significa que quem não comia está comendo”. (José Sarney, na época da inflação de três dígitos)


“Todos os dias leio os jornais para saber o que penso”. (Fernando Henrique Cardoso)


“Estou me sentindo traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia e que chocam o país”. (Luiz Inácio Lula)


“...São trezentos picaretas com anel de doutor”. (Lula, acusando os parlamentares)


“Agora, à medida que construímos o bolo, nós repartimos o bolo. E isso leva sempre a um bolo muito maior que o inicial”. (Dilma Rousseff)


● “Eu vou ajudar você a transformar o Brasil em um imenso Maranhão”. (De Roseana Sarney para Dilma)


“Embora saibamos que regimes de exceção nos apartem da democracia, é importante que a verdade, a memória e a história venham à superfície e se tornem conhecidas principalmente para as futuras gerações” (Dilma, na Instalação da Comissão da Verdade)


“Pretendemos ter o trem-bala em funcionamento em 2014 para a Copa, até porque esta é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa”. (Dilma, em discurso para cariocas e paulistas)



Guarabira, 18 de Março de 2014


Site da Imagem: guiadoestudante.abril.com


FONTES:

1.   Site de Pesquisa do Google

2.   1889 – Laurentino Gomes (Globo Livros) 

7 comentários:

eduardo medeiros disse...

Levi, que belo passeio pelas tiradas genias de nossos governantes!! atualmente a presidentA Dilma tem nos brindado com frases belíssimas, cheias de sentido nenhum...

Já que estamos falando de frases, vou citar uma do Paulo Francis, que está no seu livro "Trinta Anos esta Noite":

"Estar ciente do que é o Brasil e chegar aos sessenta anos sem se tornar alcoólatra, ficar louco ou se entregar a qualquer tipo de desvario é feito raro".

Levi Bronzeado disse...

Coincidência, Eduardo!


Estou lendo uma pequena biografia de Paulo Francis, de Daniel Piza (Editora Relume Dumará). Paulo Francis, como ninguém , entendia profundamente das “grandezas” e mazelas da ‘pátria mãe gentil’.

Até grifei um trecho antológico do seu ensaio ― ‘Os Melhores Anos de Nossa Vida’ ―, escrito no final do primeiro quadriênio da ditadura militar, que aqui reproduzo:

Ser jovem de classe média, no mínimo, não de todo burro, não aleijado, no Brasil entre 1955 e 1964 era, na mais conservadora hipótese, estar num subúrbio próximo de Canaã. Tudo parecia absurdamente possível (...). Pagamos até hoje por pensarmos que o arcaico, o ressentido, o bárbaro, o cruel, o reacionário, nos entregariam a rapadura numa simples batalha cultural”

Falou e disse (rsrs)

Dilmar Gomes disse...

Pois é professor, foi dito coisas espirituosas, chistes, deboches, mas uma me choca, sobremaneira, ou seja, a do General Geisel, dizendo que iriamos sentir saudade da ditadura...Meu Deus!
Um abraço daqui do sul do Brasil

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Sempre é bom relembrar a história, não é mesmo?

Essa do Geisel, sobre ter saudades do regime militar, realmente muita gente sem consciência fala bem daqueles tempos como se no Brasil houvesse mais ordem e segurança. No entanto, foi durante a ditadura que o Comando Vermelho se formou e a inflação cresceu, mas a mídia nem sempre mostrava a realidade porque os jornalistas eram censurados. Na boa, não tenho saudades nenhuma dos anos de chumbo. Os militares promoveram um terrível atraso cultural!

Levi Bronzeado disse...

Pois é, caro Dilmar Gomes


O seu temor tem lá alguma razão de ser.

Agora mesmo, às vésperas de se comemorar os 50 anos da revolução/golpe militar, uma corrente do PT e outros saudosistas estão propagandeando uma passeata em 200 cidades do Brasil ― uma reedição da “Marcha da Família com Deus”.

O jornalista, Rui de Castro, em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, intitulada - ” Marcha a Ré” -, chega a zombar dessa iniciativa, dizendo:

“É difícil imaginar
um golpe comunista em que aliados são Sarney, Collor, Maluf, Renan Calheiros e outros”


Mas é bom botar as barbas de molho, pois da cachola dos que estão aí no poder, pode sair até o inimaginável. (kkkkkk)

Levi Bronzeado disse...

Caro Rodrigão


Nunca fui um estudante engajado na luta por um ideal, político, mas, na época dos anos de chumbo, lá dentro, torcia secretamente pelos meus colegas de faculdade (líderes do movimento) e ficava extasiado com seus discursos inflamados contra o Tio Sam ― como era denominado as autoridades norte americanas.

Lembro que estava almoçando no Restaurante Universitário (C.E.U), situado em pleno centro de João Pessoa, quando carros e motos com sons de sirenes se aproximaram do entorno onde nos encontrávamos. Estávamos no início de 1967. Tinha 21 anos de idade, e cursava o 2° ano de Medicina na Universidade da Paraíba. Deixamos nossas mesas e nos dirigimos a frente do restaurante, bem na hora que o Presidente Castelo Branco em um carro aberto desfilava seguido de um enorme comboio do exército. O presidente, que passou a poucos metros de nós era um senhor baixinho e quase sem pescoço , dirigia acenos para a estudantada universitária que naquele momento fazia suas refeições. De repente, uma estrondosa vaia (e assovios) repercutiu bem na hora que o presidente estava a nossa frente, em carro aberto. Resultado: em apenas pouco mais de cinco minutos, uma tropa do XV RI cercou o restaurante e deixou-nos confinados até a noite.

Três colegas meus de curso, José Rodrigo Lopes (o popular Zé Sabino, presidente da UNE) Maria Lívia e João Roberto Borges ( conhecido como “o Cabedelo “ – e vice presidente da UNE) foram levados a interrogatório e autuados. Este último depois do endurecimento com a edição do AI – 5, no governo Costa e Silva, foi encontrado morto boiando em um açude da cidade sertaneja de Catolé do Rocha – Pb, em 1969.

Lembro que nos seu enterro nem a própria família obteve autorização para abrir o caixão. O féretro foi enterrado entre lágrimas e um silêncio ensurdecedor , sob forte escolta.

Vide Link abaixo:

http://historicospontos.blogspot.com.br/2012/06/69-em-catole-do-rochapb-historias-que.html

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Pois é, Levi. São coisas que não podem cair no esquecimento. Regime militar e qualquer tipo de ditadura nunca mais! Temos que aprender a superar as nossas crises políticas sem rompermos com a democracia e a liberdade das pessoas em se manifestarem, organizarem-se politicamente, comporem suas músicas, obras artísticas, falarem mal de quem nos governa e até mesmo optarem pela abstenção dentro dos movimentos sociais se assim preferirem. Há meio século atrás, quando houve o golpe, poucos imaginavam que a intervenção dos generais duraria vinte e um anos.